Nível do mar sobe 2,5 vezes mais rapidamente do que no século 20, diz relatório da ONU

Embarcação navega entre pedaços de degelo no mar do ártico — Foto: Christian Aslund/Greenpeace/Divulgação

Novo relatório de 900 páginas do IPCC revela uma situação preocupante para o planeta terra. O estudo compila as descobertas de milhares de estudos científicos e descreve os danos que as alterações climáticas já causaram aos vastos oceanos do planeta e às frágeis camadas de gelo, prevendo um futuro trágico para essas partes cruciais do sistema climático.

O novo relatório do Painel Intergovernamental das Alterações Climáticas (IPCC) vem divulgar fortes alertas sobre o estado atual e futuro dos oceanos e da criosfera – o gelo que cobre o planeta Terra. Mais inundações costeiras, mais tempestades tropicais, menos biodiversidade, menos glaciares, milhões de pessoas que vivem em regiões costeiras em risco são os traços gerais do primeiro relatório dedicado unicamente aos oceanos e às partes geladas.
O documento, divulgado esta quarta-feira (25/09/2019), vem com o objetivo de expor os problemas, as soluções e apresentar várias propostas para formuladores de políticas em todo o mundo de modo a criar resiliência, ajudar na adaptação às alterações climáticas (que já não podem mais ser evitadas) e trazer benefícios para o desenvolvimento sustentável.
O Relatório Especial sobre Oceano e Criosfera num Clima em Mudança foi apresentado esta manhã, no Museu Oceanográfico do Mónaco e vem apresentar as consequências que já podem ser observadas, projecções e, por último, soluções para evitar os cenários negros que se anunciam (se nada for feito). O  diagnóstico feito à “saúde” dos oceanos, por mais de 100 cientistas de todo o mundo, não é animador.
Ao longo deste século, presume-se que os oceanos enfrentarão “condições sem precedentes”: continuará a haver um aumento de temperatura das águas, ainda mais acidificação, perda de oxigénio, mais ondas de calor marinhas e os fenómenos atmosféricos El Niño e La Niña tornar-se-ão mais frequentes (duas vezes mais do que o normal, tanto no melhor como no pior cenário possível).
No fundo, o documento sublinha que os impactos das alterações climáticas já são facilmente visíveis. Desde o topo da montanha mais alta até o fundo do oceano – e tangíveis para todos os seres humanos no planeta.
Desaparecimento dos glaciares
Até 2100, “prevê-se que desapareçam muitos glaciares independentemente das emissões [de dióxido de carbono] futuras” e que os danos provocados por inundações em zonas costeiras devam aumentar de magnitude (duas a três vezes mais grave do que são hoje). Cerca de 680 milhões de pessoas vivem em zonas costeiras baixas, e estima-se que esse número possa ascender para mil milhões em 2050. Na região do Árctico, são cerca de quatro milhões de pessoas, sendo que 10% delas são povos indígenas. Juntam-se ainda os 670 milhões que vivem em zonas montanhosas altas. Todas elas ficarão em risco. “Muitas nações terão de enfrentar desafios de adaptação”, afiança-se no relatório. Há ainda risco de “impacto severo na biodiversidade” nos ecossistemas costeiros, riscos para a saúde humana e animal.
Subida do nível do mar
Os oceanos cobrem 71% da superfície da Terra e contêm cerca de 97% da água no planeta. O IPCC aponta uma subida “sem precedentes” do nível médio global dos oceanos no período de 2006 a 2015 em relação ao último século, a um ritmo de 3,6 milímetros por ano, atribuindo-a principalmente às massas de gelo e glaciares que derreteram.  Na Antárctida, a perda de gelo foi três vezes maior entre 2007 e 2016 do que tinha sido entre 1997 e 2006; na Gronelândia foi duas vezes maior. Esta aceleração na Antárctida pode “potencialmente levar a um aumento do nível das águas do mar de vários metros em poucos séculos”.
A projeção dos cientistas é que a subida do nível dos oceanos atinja 15 milímetros por ano em 2100 e “vários centímetros por ano no século XXII”.
Absorção de dióxido de carbono 
Os cientistas do painel constataram que o oceano global tem vindo a aumentar de temperatura desde 1970, absorvendo “mais de 90% do calor em excesso no sistema climático”, com ondas de calor marinho duas vezes mais frequentes desde 1982.
“Ao absorver mais dióxido de carbono, o oceano sofreu um aumento da acidez à superfície”, apontam os cientistas, considerando muito provável que 20% a 30% do dióxido de carbono (CO2) emitido pela atividade humana desde 1980 foi parar ao oceano e provocou uma perda de oxigênio desde a superfície marinha até aos mil metros de profundidade.
Nos últimos 100 anos, “perto de 50% das zonas húmidas costeiras perderam-se em resultado da pressão humana, subida do nível do mar, aquecimento e eventos climáticos extremos”, perdendo-se “ecossistemas vegetais costeiros que protegem o litoral de tempestades e da erosão” e que absorviam dióxido de carbono, refere também o documento.
Perda de biodiversidade
O relatório refere que os corais de águas quentes já se encontram em elevado risco devido às “temperaturas extremas e à acidificação do oceano”.
Desde 1997 que as ondas de calor marinhas os fizeram perder a cor, degradando estes recursos importantes para a biodiversidade, para a protecção do litoral e também para o turismo. Os corais são de “recuperação lenta” e estima-se que fiquem ainda mais ameaçados, mesmo que se consiga reduzir as emissões e limitar a subida da temperatura global a 1,5ºC.
IPCC acusa Governos de inação e lista medidas de prevenção
O relatório do IPCC aponta o dedo aos governos, dizendo que o impacto das alterações climáticas no oceano e na criosfera tem uma escala temporal bem maior do que a duração dos governos e da sua capacidade de organizar medidas de prevenção e contenção, tornando difícil “que as sociedades se preparem adequadamente e respondam a estas mudanças a longo-prazo”.
Os cientistas consideram importante estar-se ciente do que nos espera e tomar medidas, mesmo havendo casos em que a redução de emissões de dióxido de carbono e o cumprimento do Acordo de Paris não devolvam a saúde aos ecossistemas. As medidas de mitigação dos efeitos descritos “ambiciosas e adaptação eficaz” são a única maneira de contrariar “os custos e riscos crescentes” de continuar a adiar ações concretas para limitar o aquecimento global, afirma o painel.
Entre as medidas apontadas como positivas, o IPCC refere a recuperação de ecossistemas vegetais costeiros, que poderão absorver cerca de “0,5% das emissões anuais atuais” e emitir menos dióxido de carbono, proteger o litoral de tempestades, aumentar a qualidade da água e trazer benefício à biodiversidade.
Outra das medidas sugeridas, para além da utilização de energia renovável produzida a partir dos oceanos, é o desenvolvimento e aplicação de sistemas de alerta em caso de cheias, assim como equipamentos à prova de inundação em edifícios localizados em zonas litorais. [Fonte: Jornal Econômico]

ONU: os oceanos estão a um passo de virar um pesadelo para a Humanidade

Iceberg em 29 de junho de 2019 em Terre-Neuve

Os oceanos, fontes de vida na Terra, podem se tornar nossos piores inimigos em escala global se nada for feito para travar as emissões de gases de efeito estufa, de acordo com o rascunho de um relatório obtido com exclusividade pela AFP.
Os estoques de peixes podem diminuir, os danos causados pelos furacões podem aumentar e 280 milhões de pessoas seriam deslocadas pelo aumento do nível do mar, de acordo com o relatório especial do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), sobre os oceanos e a criosfera (manto e calotas de gelo, geleiras, permafrost), que será oficialmente apresentado em 25 de setembro em Mônaco.
Este documento de 900 páginas é o quarto relatório especial da ONU publicado em menos de um ano.
Os precedentes, igualmente alarmantes, diziam respeito ao objetivo de limitar o aquecimento global a 1,5°C sobre a biodiversidade e a gestão das terras e ao sistema alimentar global.
De acordo com este quarto documento, que compila os dados científicos existentes e é visto como uma referência, o aumento do nível do mar pode, eventualmente, deslocar 280 milhões de pessoas em todo o mundo.
E isso na hipótese otimista em que o aquecimento global será limitado a 2°C em comparação com a era pré-industrial.
Com o aumento esperado na frequência de ciclones, muitas megacidades próximas à costa, mas também pequenas nações insulares seriam inundadas todos os anos a partir de 2050, mesmo em cenários otimistas.
"Quando você observa a instabilidade política desencadeada pelas migrações em pequena escala, tremo em pensar em um mundo onde dezenas de milhões de pessoas deixarão suas terras engolidas pelo oceano", afirma Ben Strauss, presidente e diretor do Climate Central, um instituto de pesquisa com sede nos Estados Unidos.
O relatório também prevê que de 30% a 99% do permafrost, a camada de solo congelada teoricamente durante todo o ano, derreterá até 2100, se as emissões de gases de efeito estufa continuarem na taxa atual.
O permafrost no hemisfério norte liberará, sob efeito do degelo, uma "bomba de carbono" feita de dióxido de carbono (CO2) e de metano (CH4), acelerando o aquecimento.
Os fenômenos, já em andamento, também podem levar a um declínio constante nos estoques de peixes, dos quais muitas pessoas dependem para sua alimentação.
Os danos causados pelas inundações podem ser multiplicados por 100, ou até 1.000, até 2100.
O derretimento das geleiras causado pelo aquecimento climático dará muita água doce, depois muito poca, a bilhões de pessoas que dependem dela, também aponta um "resumo provisório para os "tomadores de decisões" a ser discutido linha a linha pelos representantes dos países membros do IPCC, reunidos em Mônaco a partir de 20 de setembro.
- Principais emissores pouco comprometidos -
Segundo o relatório, o aumento do nível do mar no século 22 "pode exceder vários centímetros por ano", cerca de cem vezes mais do que hoje.
Se o aumento de temperatura for de 2°C em 2100, será o começo de uma "corrida" na ascensão do mar, alerta Ben Strauss.
A divulgação do relatório ocorrerá após uma cúpula climática mundial convocada pelo secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, em Nova York em 23 de setembro.
Ele deseja obter compromissos mais fortes dos países para reduzir suas emissões de CO2, enquanto, no ritmo atual, levariam a um aquecimento global de 2 a 3°C até o final do século.
Especialistas temem que China, Estados Unidos, União Europeia e Índia - os quatro principais emissores de gases de efeito estufa - apresentem promessas que não estão à altura dos desafios.
Nos Etados Unidos, por exemplo, diz Michael Mann, diretor do Earth System Science Center da Universidade da Pensilvânia, "os otimistas tecnológicos ainda acreditam que podemos encontrar maneiras de resolver esse problema", mesmo que "o país não esteja pronto para enfrentar um aumento de um metro do nível do mar até 2100" em algumas cidades como Nova York e Miami.
Das quatro principais regiões econômicas responsáveis por quase 60% das emissões de combustíveis fósseis, nenhuma parece pronta para anunciar metas mais ambiciosas para reduzir as emissões de suas economias.
Donald Trump rejeita a política climática de seu antecessor Barack Obama e deseja que os Estados Unidos abandonem o Acordo de Paris de 2015. Um Acordo que visa manter o aumento médio da temperatura abaixo de 2°C em comparação aos níveis pré-industriais e, tanto quanto possível, a 1,5°C.
A Índia, por sua vez, está desenvolvendo rapidamente a energia solar, mas continua aumentando suas capacidades de carvão.
A União Europeia está caminhando para uma "meta de neutralidade" de carbono a ser alcançada até 2050, mas vários Estados-Membros relutam em se comprometer.
A China, que emite quase tanto CO2 quanto os Estados Unidos, a União Europeia e a Índia juntos, enviam sinais contraditórios.
"A atenção de Pequim está gradualmente se afastando das questões ambientais e das mudanças climáticas", declara Li Shuo, analista do Greenpeace International. Ele explica isso pela preocupação com a desaceleração da economia chinesa e a guerra comercial com os Estados Unidos.
Xangai, Ningbo, Taizhou e meia dúzia das principais cidades costeiras chinesas são altamente vulneráveis à futura elevação do nível do mar, que deverá subir um metro em relação ao nível global do final do século XX em caso de manutenção das emissões de CO2. [Fonte: Yahoo]

Temperaturas globais bateram recorde em abril, mostra mapa da Nasa


O mês de abril foi o sétimo seguido a bater recordes de temperatura global, segundo um mapa da Nasa, a agência espacial americana.

Os dados mostram que o mês passado quebrou o recorde para abril pela maior margem já registrada – foi o terceiro mês consecutivo em que esse recorde foi quebrado.

Usando a temperatura média analisada pela Nasa no período entre 1951 e 1980, abril de 2016 teve uma temperatura igual a de janeiro.

Fevereiro e março registraram temperaturas mais altas que a média desse período, enquanto abril destroçou o recorde anterior, estabelecido em 2010, por 0,24º Celsius.

“A circunstância lamentável que temos agora é a soma de um intenso fenômeno El Niño que foi potencializado pelo aquecimento global”, disse Christiana Figueres, secretária-executiva da Convenção da ONU para Mudanças Climáticas.

“Todas essas quebras de recordes nas temperaturas e as implicações disso - como o recorde no número de incêndios e as secas na Índia - nos fazem lembrar que não podemos fazer nada a não ser acelerar planos com soluções. Não temos outra opção a não ser acelerar essa agenda”, afirmou.

Várias regiões do hemisfério Norte, incluindo o Estado americano do Alasca, registraram temperaturas muito altas em abril – um padrão que se repetiu em meses anteriores.

Brasil
Dados do Instituto Nacional de Meteorologia mostram que o Brasil seguiu o padrão global de aumento de temperatura no mês passado.

No período histórico entre 1981 e 2010, algumas regiões, especialmente Sul, Centro e Nordeste do país, registraram aumento de até 3º Celsius. Na comparação mensal, abril também registrou aumento de temperatura em relação ao mês anterior.

Na análise anual do mapa do Inmet, o mês de abril de 2016 mostra aumento de temperatura de maneira mais generalizada e acentuada no país comparando o mês nos últimos 53 anos.[Fonte: Olhar Direto]

Nível do mar pode subir até duas vezes mais do que o esperado


Um novo estudo publicado no começo de abril mostra um cenário ainda mais preocupante diante dos problemas ambientais e do aquecimento global. Cientistas alertam que o nível do mar pode subir até duas vezes mais que o esperado até o final do século.
A descoberta publicada pela revista científica Science faz as estimativas preocupantes do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) que parecerem conservadoras no último documento de referência, os cientistas previram até um metro de elevação do nível do mar neste século.
Mas eles não anteciparam qualquer contribuição significativa do degelo na Antártida. No entando, o novo estudo, os cientistas descobriram que uma  camada de gelo considerável da região é menos estável do que se pensava anteriormente e que seu derretimento pode aumentar os ricos para muitas cidades costeiras e nações insulares no mundo.
Anteriormente, os cientistas consideravam apenas o derretimento passivo do gelo marinho, nas camadas mais profundas, associado ao aquecimento da atmosfera e das águas do oceano, como fator determinante para elevação do nível do mar. Mas o estudo considera a influência de “processos ativos”, como a desintegração de enormes penhascos de gelo sob influência do ar quente. [Fonte: Yahoo]

Alemão choca milhares ao exibir foto de urso polar desnutrido


(Foto: Reprodução / Kerstin Langenberger)

Um fotógrafo chocou internautas do mundo inteiro com um clique capaz de conscientizar milhões de pessoas. Durante uma visita às Ilhas Svalbard, localizadas entre a Noruega e o Pólo Norte, Kerstin Langenberger flagrou um urso polar extremamente magro andando em uma pequena calota de gelo. 

Desde sua publicação no Facebook em 20 de agosto, a imagem já teve mais 27 mil compartilhamentos. Segundo o fotógrafo alemão, a condição do animal se deve às mudanças no clima, que trazem dificuldades para a sobrevivência da espécie. 

“Sim, eu vi ursos em boa forma, mas eu também vi outros mortos ou passando fome. Ursos andando na costa à procura de comida, tentando caçar alces, comer ovos de aves, musgos e algas. Muitas vezes, eu vi ursas muito magras e essas são exclusivamente fêmeas, como essa (da foto). Um mero esqueleto, ferida numa pata dianteira, possivelmente por uma tentativa desesperada de caçar uma morsa”, disse Kerstin na postagem. 

Langenberger ainda fez um apelo para que a humanidade consiga salvar animais como o urso polar, reduzindo o impacto de suas ações no meio ambiente. “A mudança climática está acontecendo grandiosamente aqui no Ártico. E é nossa escolha tentar mudar isso. Então, vamos fazer algo contra a maior ameaça do nosso tempo”, completou. [Fonte: Yahoo]

Terra viverá "mini era glacial" daqui 15 anos, apontam cientistas



A Terra passará novamente por um dos piores períodos que já viveu. Ou pelo menos uma miniatura dele. Especialistas afirmam que, em 15 anos, nosso planeta deverá passar por um “mini era glacial” que trará invernos absurdamente frios para todos.

De acordo com a descoberta, feita através de um novo modelo de atividade solar capaz de dar previsões precisas sobre clima, o rio Tamisa, em Londres, poderá ficar inteiro congelado nesse período. Isso porque a atividade solar cairá em aproximadamente 60%.

Essa queda fará com que a humanidade passe a viver como no século 17 na questão climática. Registros mostram que essa foi a última vez que ingleses viram o Tamisa totalmente congelado. À época, o rio ficou sete semanas nesta forma. 

Ainda de acordo com os especialistas, tudo isso acontecerá porque os fluidos no interior do Sol criam ciclos a cada 11 anos. Estes irão se convergir em 2030 e, por isso, a “mini era glacial” acontecerá na Terra.[Fonte: Yahoo]

Plataforma de gelo da Antártida está sumindo, diz Nasa

A última parte intacta de uma das plataformas de gelo gigantescas da Antártida está se enfraquecendo muito rápido e, provavelmente, vai se desintegrar completamente nos próximos anos, contribuindo para a elevação do nível do mar, de acordo com um estudo da Nasa divulgado na quinta-feira (14/05/2015).
A pesquisa incidiu sobre um remanescente da chamada plataforma de gelo Larsen B, que existe há pelo menos 10 mil anos, mas ruiu parcialmente em 2002. O que resta abrange cerca de 1,6 mil quilômetros quadrados.
A Antártida tem dezenas de plataformas de gelo – placas maciças e flutuantes de gelo alimentadas por geleiras pairando sobre o mar na borda da linha costeira do continente. A maior tem aproximadamente o tamanho da França. A Larsen B está localizada na Península Antártida, que se estende em direção ao extremo sul da América do Sul e é uma das duas principais áreas do continente onde os cientistas documentaram o encolhimento dessas formações de gelo.
"Esse estudo das geleiras da Península Antártida fornece indícios sobre a forma como as plataformas de gelo mais ao sul, que possuem muito mais terra gelada, vão reagir a um clima mais quente", disse Eric Rignot, coautor da pesquisa e glaciologista do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa em Pasadena, Estado da Califórnia.
Quase 200 países concordaram em negociar um pacto da ONU no final de 2015 para combater as mudanças climáticas no mundo, que a maioria dos cientistas prevê que elevarão o nível dos mares e trarão mais enchentes, secas e ondas de calor. O Painel Intergovernamental sobre Mudança Climáticas, da ONU, citou uma probabilidade de pelo menos 95 por cento de que a aceleração do aquecimento do planeta tenha sido desencadeada por atividades humanas.
O estudo sobre a plataforma de gelo, publicado online na revista Earth and Planetary Science Letters, se baseou em levantamentos aéreos e dados de radar. [Fonte: Terra]

Duas de cada três pessoas sofrerão com falta de água em 2050, diz ONU

A escassez de água afetará dois terços da população mundial em 2050 devido ao uso excessivo de recursos hídricos para a produção de alimentos, alertou nesta terça-feira (14/04/2015) a Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
Esta é uma das conclusões do relatório "Para um futuro com segurança hídrica e alimentícia", elaborado pela FAO foi apresentado no segundo dia do VII Fórum Mudial da Água (FMA), realizado em Daegu, na Coreia do Sul.
Atualmente, 40% da população do planeta sofre com a escassez de água, uma proporção que aumentará até dois terços de população para 2050, diz o documento.
Este crescimento existiá pelo "sobreconsumo de água para a produção de alimentos e a agricultura", segundo a FAO. A organização ressalta que atualmente há várias zonas do planeta onde é utilizada mais água subterrânea e não há tanta reposição de forma natural.
Em particular, o relatório aponta "grandes zonas da Ásia meridional e oriental, Oriente Médio, África do Norte e América do Norte e Central", acrescentando que em algumas regiões "a agricultura intensiva, o desenvolvimento industrial e o crescimento urbano são responsáveis da contaminação das fontes de água".
"A segurança alimentar e hídrica estão estreitamente unidas", disse Benedito Braga, presidente do Conselho Mundial de Água, ao apresentar o relatório. Ele também defendeu uma agricultura centrada na sustentabilidade mais do que na rentabilidade imediata.
Governos precisam atuar com urgência
Por isso, a FAO pede aos governos de todo o mundo que atuem "para assegurar que a produção agrícola, criadora de gado e pesqueira seja realizada de forma sustentável e contemple ao mesmo tempo a salvaguarda dos recursos hídricos".
"Achamos que desenvolvendo os enfoques locais e com os investimentos adequados, os líderes mundiais podem assegurar que haverá suficiente volume, qualidade e acesso à água para garantir a segurança alimentar em 2050 e além", afirmou Braga, que também é secretário estadual de saneamento e recursos hídricos do estado de São Paulo.
Agricultura: maior consumidor de água

Segundo o relatório, em 2050 será necessário 60% a mais de alimentos para alimentar o planeta, enquanto a agricultura seguirá sendo o maior consumidor de água em nível mundial.

Inclusive com o aumento da urbanização, em 2050 grande parte da população mundial seguirá ganhando a vida com a agricultura, enquanto o setor verá como o volume de água disponível se reduzirá devido à concorrência das cidades e à indústria.
Neste cenário, os agricultores e sobretudo os pequenos camponeses terão que encontrar novas vias "através da tecnologia e das práticas de gestão" para aumentar sua produção com uma disponibilidade limitada de terra e de água, acrescenta o documento.
O FMA, um evento trienal que está na sétima edição, é organizado pelo Conselho Mundial de Água, uma plataforma internacional fundada em 1996 para dar resposta aos problemas vinculados a este recurso em nível mundial.[Fonte: G1]

Vaticano e ONU se unem sobre as mudanças climáticas contra céticos

Papa Francisco e secretário-geral da ONU discutem aquecimento global em reunião reservada no Vaticano

Por Philip Pullella
CIDADE DO VATICANO (Reuters) - O Vaticano e a Organização das Nações Unidas (ONU) se juntaram nesta terça-feira para alertar o mundo sobre os efeitos das mudanças climáticas, indo firmemente contra os céticos que negam que a atividade humana contribui para mudar os padrões climáticos mundiais.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, conversou sobre mudanças climáticas com o papa antes de abrir uma conferência de cientistas e religiosos chamada "As Dimensões Morais das Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Sustentável".
O papa, que deve fazer um grande pronunciamento sobre desenvolvimento sustentável na ONU em setembro, disse acreditar que o homem é o principal responsável pelas mudanças no clima e está escrevendo uma encíclica sobre o meio ambiente.
Ban, abrindo a conferência organizada pela Pontifícia Academia de Ciências que reuniu cerca de 60 cientistas, líderes religiosos e diplomatas, pediu que os países industrializados invistam em energias limpas e reduzam suas emissões de carbono.
"Mitigar a mudança climática e se adaptar a seus efeitos é necessário para a erradicação da extrema pobreza, redução da desigualdade e assegurar um desenvolvimento econômico sustentável", disse o secretário-geral.
A declaração final da conferência, que teve duração de apenas um dia, disse que "a mudança climática induzida pelo humano é uma realidade científica e a diminuição decisiva é um imperativo moral e religioso para a humanidade".[Fonte: dci]

Último rinoceronte branco da Terra é vigiado 24 horas por dia


Para aumentar sua segurança, além de monitoramento via transmissores de rádio, Sudan conta com a proteção de guardas armados 
Um rinoceronte chamado Sudan está sendo vigiado por guardas armados o dia inteiro devido o fato de ser o último de sua espécie na Terra. O Sudan é o único macho restante da subespécie de rinocerontes brancos do norte, graças à caça desenfreada que atingiu níveis catastróficos nos últimos anos. Seus parentes e antepassados foram mortos para a retirada de seus chifres, que são vendidos por um alto valor na Ásia, onde se acredita serem eficazes na cura de diversas doenças.
Para aumentar sua segurança, além de monitoramento via transmissores de rádio, Sudan conta com a proteção de guardas armados na Ol Pejeta Conservancy no Quênia, que o cercam dia e noite para manter o rinoceronte de 40 anos de idade e outros dois do sexo feminino de sua subespécie vivos. (Há apenas dois outros rinocerontes brancos do norte do mundo, duas fêmeas, também em cativeiro.)
Além da vigilância outra medida foi tomada, a remoção de seus chifres. “O único motivo para a remoção dos chifres é para proteger contra caçadores ’’ Elodie Sampere, da tutela, disse ao The Dodo. “Se o rinoceronte não tem chifre, ele não é de interesse para os caçadores, isto é unicamente para mantê-los a salvo.”
“Com a crescente demanda por chifre de rinoceronte e marfim, enfrentamos muitas tentativas de caça ilegal e combatemos um grande número delas, porém tendo por diversas vezes de arriscar nossas vidas para o cumprimento do dever”, Simon Irungu, um soldado que guarda Sudan e outros rinocerontes no Conservancy, disse em entrevista ao mundo dos Animais do Reino Unido.
Sudan e outros três rinocerontes chegaram de um zoológico na República Checa em 2009, com a esperança de reprodução dos rinocerontes em um clima e ambiente mais natural para eles. Porém em 2014, nenhum rinoceronte bebê havia nascido. O outro rinoceronte macho, Suni, morreu aos 34 anos, em outubro do ano passado, deixando Sudan e as duas fêmeas na unidade de preservação. As tentativas de reprodução com o Sudan, o último macho de reprodução rinoceronte da subespécie do mundo, têm sido infrutíferas.
Cercado por guardas dia e noite, a reserva participou de uma campanha de angariação de fundos, #RunningForRangers (#CorrendoPelosSoldados) , para ajudar a sustentar equipe de segurança do Sudan.
O esforço despendido por seres humanos para manter este rinoceronte vivo contrasta com o quão impiedosos outros seres humanos têm sido para com a espécie.
Saiba como você pode ajudar a manter o Sudan do rinoceronte seguro. (http://www.gofundme.com/olpejeta)