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Cientistas Descobrem Reservatório de Água Doce no Fundo do Mar

Uma equipe internacional de cientistas encontrou um extenso reservatório de água surpreendentemente doce sob o fundo do mar, a dezenas de quilômetros da costa de Nantucket, nos Estados Unidos. A descoberta, resultado de uma expedição de perfuração oceânica, desafia entendimentos convencionais sobre a formação de aquíferos e abre caminho para novas investigações sobre a história geológica da região e a potencial disponibilidade de recursos hídricos alternativos.

A expedição, batizada de New England Shelf Hydrogeology, integra o Programa Internacional de Perfuração Oceânica (IODP) e foi operada pelo Consórcio Europeu para Pesquisa em Perfuração Oceânica (ECORD). Durante 74 dias no mar, uma equipe de 41 pesquisadores de diversas nacionalidades coletou 718 testemunhos de sedimento, totalizando mais de 871 metros de amostras. A operação utilizou um liftboat adaptado com uma sonda de perfuração para extrair cerca de 50 mil litros de água de diferentes profundidades.

A salinidade da água, considerada "freshened" (com teor de sal reduzido), aproximou-se surpreendentemente dos níveis considerados próprios para consumo humano. Esta característica é incomum, pois os sedimentos abaixo do assoalho oceânico costumam apresentar salinidade semelhante à da água do mar que os recobre. O sucesso na coleta de grandes volumes desta água, sem causar o colapso dos poços de pesquisa, representou um dos maiores desafios logísticos da missão, exigindo otimização estratégica do posicionamento do equipamento e da vazão das bombas.

As amostras coletadas serão submetidas a uma bateria de análises em laboratórios especializados. A professora Rebecca Robinson, da Universidade de Rhode Island e uma das principais cientistas da expedição, focará seus estudos na ciclagem do nitrogênio presente na água. A análise da composição isotópica desse elemento, realizada com um espectrômetro de razão isotópica de massa, pode revelar tipos de processamento microbiano e traçar a história da água em seu caminho subterrâneo.

A datação do reservatório será realizada por outros especialistas através de isótopos radioativos, como carbono-14 e hélio-4. Estas análises são fundamentais para determinar há quanto tempo a água está isolada sob a plataforma continental e entender os processos paleoclimáticos que permitiram seu acúmulo.

A equipe completa de pesquisadores, que inclui ainda os professores Brandon Dugan, da Colorado School of Mines, e Karen Johannesson, da Universidade de Massachusetts Boston, planeja se reunir no repositório de amostras da Universidade de Bremen, na Alemanha, no início de 2026. O objetivo é examinar em detalhes os testemunhos coletados, integrar os dados e produzir os primeiros relatórios preliminares sobre as descobertas. Após um período de moratória de um ano, todos os dados da expedição terão acesso livre e as amostras ficarão arquivadas e disponíveis para a comunidade científica global, fomentando novas pesquisas.

FONTE: NSN


Aumento Irreversível do Nível do Mar é Foco de Novo Estudo Sobre Aquecimento Global

O ritmo atual do aquecimento global pode desencadear um aumento “rápido e irreversível” do nível do mar com o derretimento da vasta camada de gelo da Antártica, segundo alerta um novo trabalho de pesquisa.

A menos que as emissões de aquecimento do planeta sejam rapidamente reduzidas para cumprir as metas do acordo climático de Paris, o mundo enfrenta uma situação em que haverá um “salto abrupto” no ritmo da perda de gelo da Antártica por volta de 2060.

“Se o mundo aquecer a uma taxa ditada pelas políticas atuais, veremos o sistema Antártico começar a ruir por volta de 2060”, disse Robert DeConto, especialista em mudanças climáticas polares da Universidade de Massachusetts e principal autor do estudo. “Depois de aquecer esse sistema climático, as camadas de gelo se desfazem e, uma vez que isso seja colocado em movimento, não há como reverter”, concluiu.

A nova pesquisa, publicada na revista Nature, descobriu que a perda de gelo da Antártica seria “irreversível em escalas de tempo de vários séculos”, ajudando a elevar os oceanos do mundo entre 17cm e 21cm até o final do século.

Os cientistas têm alertado cada vez mais sobre o destino da enorme quantidade de gelo armazenado na Antártica que, se derretesse completamente, aumentaria o nível do mar global em 57 metros, invadindo completamente as costas do planeta.

“Se não fizermos nada para reduzir as emissões, poderemos ter 5 metros de elevação do nível do mar apenas na Antártica até 2200, ponto em que seria necessário remapear o mundo. É algo inimaginável”, alertou o cientista.

Fonte: Planeta

Nível do mar continua a subir em ritmo alarmante, alerta relatório


O nível dos oceanos continua a subir em ritmo alarmante de 3,1 milímetros (mm) por ano, devido ao aquecimento global e ao derretimento do gelo na Terra, informou o Serviço de Monitoramento do Meio Marinho do programa Copernicus.

A extensão do gelo marinho do Ártico tem diminuído constantemente. Entre 1979 e 2020, perdeu o equivalente a seis vezes o tamanho da Alemanha, de acordo com o relatório divulgado nesta quarta-feira.

A extrema variação entre períodos de frio e ondas de calor no Mar do Norte está relacionada com mudanças na captura de linguado, lagosta europeia, robalo, salmonete e caranguejos.

A poluição causada pelas atividades em terra, como a agricultura e a indústria, tem impacto nos ecossistemas marinhos, reforçaram os especialistas na quinta edição do relatório sobre o estado dos oceanos.

O aquecimento dos oceanos e o aumento de salinidade intensificaram-se no Mediterrâneo na última década.

“Estima-se que o aquecimento do Oceano Ártico contribua com quase 4% para o aquecimento global dos oceanos”, diz o relatório.

Mudanças sem precedentes

Mais de 150 cientistas, de cerca de 30 instituições europeias, colaboraram no trabalho. De acordo com as conclusões, o oceano passa por “mudanças sem precedentes”, o que terá enorme impacto no bem-estar humano e nos ambientes marinhos.

“As temperaturas da superfície e subsuperfície do mar aumentam em todo o mundo e os níveis do mar continuam a subir a taxas alarmantes: 2,5 mm por ano no Mediterrâneo e até 3,1 mm por ano globalmente”, afirmaram os peritos.

O documento é apresentado como uma referência para a comunidade científica, líderes mundiais e o público em geral.

A combinação desses fatores pode causar “eventos extremos” em áreas mais vulneráveis, como Veneza, onde em 2019 uma subida do nível das águas fora do comum, uma forte maré e condições climáticas extremas na região provocaram a chamada Acqua Alta – quando o nível da água subiu para um máximo de 1,89 metro.

“Esse foi o nível de água mais alto registrado desde 1966 e mais de 50% da cidade foi inundado”, lembram os autores do documento.

Os cientistas explicaram que a poluição por nutrientes oriundos de atividades terrestres, como a agricultura e a indústria, tem “efeito devastador na qualidade da água” do oceano.

Bloqueio da luz natural

O aumento do crescimento das plantas pode levar à redução dos níveis de oxigênio na água do mar e até mesmo bloquear a luz natural, “com efeitos potencialmente graves” nos ambientes costeiros e na biodiversidade marinha.

No Mar Negro, por exemplo, o percentual de oxigênio tem diminuído desde o início das medições, em 1955.

O aquecimento da água do mar faz com que algumas espécies de peixes migrem para águas mais frias, levando à introdução de espécies não nativas num determinado habitat. Foi o que aconteceu em 2019, quando o peixe-leão migrou do Canal do Suez para o Mar Jônico, devido ao aumento das temperaturas na Bacia do Mediterrâneo.

Segundo o relatório, o gelo marinho do Ártico continua muito abaixo da média e diminui em ritmo alarmante.

Nos últimos 30 anos, o gelo marinho do Ártico diminuiu continuamente em extensão e espessura. Desde 1979, a cobertura de gelo em setembro reduziu 12,89% por década, com mínimos recordes nos últimos dois anos.

A perda contínua do gelo marinho do Ártico pode contribuir para o aquecimento regional, a erosão das costas árticas e as mudanças nos padrões climáticos globais.

Fonte: MSN

Nível do mar sobe 2,5 vezes mais rapidamente do que no século 20, diz relatório da ONU

Embarcação navega entre pedaços de degelo no mar do ártico — Foto: Christian Aslund/Greenpeace/Divulgação

Novo relatório de 900 páginas do IPCC revela uma situação preocupante para o planeta terra. O estudo compila as descobertas de milhares de estudos científicos e descreve os danos que as alterações climáticas já causaram aos vastos oceanos do planeta e às frágeis camadas de gelo, prevendo um futuro trágico para essas partes cruciais do sistema climático.

O novo relatório do Painel Intergovernamental das Alterações Climáticas (IPCC) vem divulgar fortes alertas sobre o estado atual e futuro dos oceanos e da criosfera – o gelo que cobre o planeta Terra. Mais inundações costeiras, mais tempestades tropicais, menos biodiversidade, menos glaciares, milhões de pessoas que vivem em regiões costeiras em risco são os traços gerais do primeiro relatório dedicado unicamente aos oceanos e às partes geladas.
O documento, divulgado esta quarta-feira (25/09/2019), vem com o objetivo de expor os problemas, as soluções e apresentar várias propostas para formuladores de políticas em todo o mundo de modo a criar resiliência, ajudar na adaptação às alterações climáticas (que já não podem mais ser evitadas) e trazer benefícios para o desenvolvimento sustentável.
O Relatório Especial sobre Oceano e Criosfera num Clima em Mudança foi apresentado esta manhã, no Museu Oceanográfico do Mónaco e vem apresentar as consequências que já podem ser observadas, projecções e, por último, soluções para evitar os cenários negros que se anunciam (se nada for feito). O  diagnóstico feito à “saúde” dos oceanos, por mais de 100 cientistas de todo o mundo, não é animador.
Ao longo deste século, presume-se que os oceanos enfrentarão “condições sem precedentes”: continuará a haver um aumento de temperatura das águas, ainda mais acidificação, perda de oxigénio, mais ondas de calor marinhas e os fenómenos atmosféricos El Niño e La Niña tornar-se-ão mais frequentes (duas vezes mais do que o normal, tanto no melhor como no pior cenário possível).
No fundo, o documento sublinha que os impactos das alterações climáticas já são facilmente visíveis. Desde o topo da montanha mais alta até o fundo do oceano – e tangíveis para todos os seres humanos no planeta.
Desaparecimento dos glaciares
Até 2100, “prevê-se que desapareçam muitos glaciares independentemente das emissões [de dióxido de carbono] futuras” e que os danos provocados por inundações em zonas costeiras devam aumentar de magnitude (duas a três vezes mais grave do que são hoje). Cerca de 680 milhões de pessoas vivem em zonas costeiras baixas, e estima-se que esse número possa ascender para mil milhões em 2050. Na região do Árctico, são cerca de quatro milhões de pessoas, sendo que 10% delas são povos indígenas. Juntam-se ainda os 670 milhões que vivem em zonas montanhosas altas. Todas elas ficarão em risco. “Muitas nações terão de enfrentar desafios de adaptação”, afiança-se no relatório. Há ainda risco de “impacto severo na biodiversidade” nos ecossistemas costeiros, riscos para a saúde humana e animal.
Subida do nível do mar
Os oceanos cobrem 71% da superfície da Terra e contêm cerca de 97% da água no planeta. O IPCC aponta uma subida “sem precedentes” do nível médio global dos oceanos no período de 2006 a 2015 em relação ao último século, a um ritmo de 3,6 milímetros por ano, atribuindo-a principalmente às massas de gelo e glaciares que derreteram.  Na Antárctida, a perda de gelo foi três vezes maior entre 2007 e 2016 do que tinha sido entre 1997 e 2006; na Gronelândia foi duas vezes maior. Esta aceleração na Antárctida pode “potencialmente levar a um aumento do nível das águas do mar de vários metros em poucos séculos”.
A projeção dos cientistas é que a subida do nível dos oceanos atinja 15 milímetros por ano em 2100 e “vários centímetros por ano no século XXII”.
Absorção de dióxido de carbono 
Os cientistas do painel constataram que o oceano global tem vindo a aumentar de temperatura desde 1970, absorvendo “mais de 90% do calor em excesso no sistema climático”, com ondas de calor marinho duas vezes mais frequentes desde 1982.
“Ao absorver mais dióxido de carbono, o oceano sofreu um aumento da acidez à superfície”, apontam os cientistas, considerando muito provável que 20% a 30% do dióxido de carbono (CO2) emitido pela atividade humana desde 1980 foi parar ao oceano e provocou uma perda de oxigênio desde a superfície marinha até aos mil metros de profundidade.
Nos últimos 100 anos, “perto de 50% das zonas húmidas costeiras perderam-se em resultado da pressão humana, subida do nível do mar, aquecimento e eventos climáticos extremos”, perdendo-se “ecossistemas vegetais costeiros que protegem o litoral de tempestades e da erosão” e que absorviam dióxido de carbono, refere também o documento.
Perda de biodiversidade
O relatório refere que os corais de águas quentes já se encontram em elevado risco devido às “temperaturas extremas e à acidificação do oceano”.
Desde 1997 que as ondas de calor marinhas os fizeram perder a cor, degradando estes recursos importantes para a biodiversidade, para a protecção do litoral e também para o turismo. Os corais são de “recuperação lenta” e estima-se que fiquem ainda mais ameaçados, mesmo que se consiga reduzir as emissões e limitar a subida da temperatura global a 1,5ºC.
IPCC acusa Governos de inação e lista medidas de prevenção
O relatório do IPCC aponta o dedo aos governos, dizendo que o impacto das alterações climáticas no oceano e na criosfera tem uma escala temporal bem maior do que a duração dos governos e da sua capacidade de organizar medidas de prevenção e contenção, tornando difícil “que as sociedades se preparem adequadamente e respondam a estas mudanças a longo-prazo”.
Os cientistas consideram importante estar-se ciente do que nos espera e tomar medidas, mesmo havendo casos em que a redução de emissões de dióxido de carbono e o cumprimento do Acordo de Paris não devolvam a saúde aos ecossistemas. As medidas de mitigação dos efeitos descritos “ambiciosas e adaptação eficaz” são a única maneira de contrariar “os custos e riscos crescentes” de continuar a adiar ações concretas para limitar o aquecimento global, afirma o painel.
Entre as medidas apontadas como positivas, o IPCC refere a recuperação de ecossistemas vegetais costeiros, que poderão absorver cerca de “0,5% das emissões anuais atuais” e emitir menos dióxido de carbono, proteger o litoral de tempestades, aumentar a qualidade da água e trazer benefício à biodiversidade.
Outra das medidas sugeridas, para além da utilização de energia renovável produzida a partir dos oceanos, é o desenvolvimento e aplicação de sistemas de alerta em caso de cheias, assim como equipamentos à prova de inundação em edifícios localizados em zonas litorais. [Fonte: Jornal Econômico]

Nível do mar pode subir até duas vezes mais do que o esperado


Um novo estudo publicado no começo de abril mostra um cenário ainda mais preocupante diante dos problemas ambientais e do aquecimento global. Cientistas alertam que o nível do mar pode subir até duas vezes mais que o esperado até o final do século.
A descoberta publicada pela revista científica Science faz as estimativas preocupantes do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) que parecerem conservadoras no último documento de referência, os cientistas previram até um metro de elevação do nível do mar neste século.
Mas eles não anteciparam qualquer contribuição significativa do degelo na Antártida. No entando, o novo estudo, os cientistas descobriram que uma  camada de gelo considerável da região é menos estável do que se pensava anteriormente e que seu derretimento pode aumentar os ricos para muitas cidades costeiras e nações insulares no mundo.
Anteriormente, os cientistas consideravam apenas o derretimento passivo do gelo marinho, nas camadas mais profundas, associado ao aquecimento da atmosfera e das águas do oceano, como fator determinante para elevação do nível do mar. Mas o estudo considera a influência de “processos ativos”, como a desintegração de enormes penhascos de gelo sob influência do ar quente. [Fonte: Yahoo]

Oceano apresenta sintomas de grandes extinções em massa

Um novo estudo indica que os ecossistemas marinhos enfrentam perigos ainda maiores do que os estimados até agora pelos cientistas e que correm o risco de entrar em uma fase de extinção de espécies sem precedentes na história da humanidade.

O levantamento foi feito realizado por especialistas que integram o Programa Internacional sobre o Estado dos Oceanos (IPSO, na sigla em inglês), uma entidade formada por cientistas e outros especialistas no assunto.
Eles concluíram que fatores como a pesca excessiva, a poluição e as mudanças climáticas estão agindo em conjunto de uma forma que não havia sido antecipada.
A pesquisa reuniu especialistas de diferentes disciplinas, incluindo ambientalistas com especialização em recifes de corais, toxicologistas e cientistas especializados em pesca.
‘‘As conclusões são chocantes. Estamos vendo mudanças que estão acontecendo mais rápido do que estávamos esperando e de formas que não esperávamos que fossem acontecer por centenas de anos’’, disse Alex Rogers, diretor científico do IPSO e professor da Universidade de Oxford.
Plástico 
Entre as mudanças que estão ocorrendo antes do esperado estão o derretimento da camada de gelo no Ártico, na Groenlândia e na Antártida, o aumento do nível dos oceanos e liberação de metano no leito do mar.

O estudo observou também que existem efeitos em cadeia provocados pela ação de diferentes poluentes. 

A pesquisa observou, por exemplo, que alguns poluentes permanecem nos oceanos por estarem presos a pequenas partículas de plástico que foram parar no leito do oceano.

Com isso, há um aumento também do poluentes que são consumidos por peixes que vivem no fundo do mar. 

Partículas de plástico são responsáveis também por transportar algas de parte a parte, contribuindo para a proliferação de algas tóxicas, o que também é provocado pelo influxo para os oceanos de nutrientes e poluentes provenientes de áreas agrícolas.

O estudo descreveu ainda como a acidificação do oceano, o aquecimento global e a poluição estando agindo de forma conjunta para aumentar as ameaças aos recifes de corais, tanto que 75% dos corais mundiais correm o risco de sofrer um severo declínio.
Ciclos 
A vida na Terra já enfrentou cinco ''ciclos de extinção em massa'' causados por eventos como o impacto de asteróides e muitos cientistas que o impacto de diferentes ações exercidas pelo homem poderá contribuir para um sexto ciclo.

''Ainda contamos com boa parte da biodiversidade mundial, mas o ritmo atual da extinção é muito mais alto (do que no passado) e o que estamos enfrentando é, certamente, um evento de extinção global significativa'', afirma o professor Alex Rogers.
O relatório observa ainda que eventos anteriores de extinção em massa tiveram ligação com tendências que estão ocorrendo atualmente, como distúrbios no ciclo de carbono, acidificação e baixa concentração de oxigênio na água.
Os níveis de CO2 que estão sendo absorvidos pelos oceanos já são bem mais altos que aqueles registrados durante a grande extinção de espécies marinhas que ocorreu há 55 milhões de anos, afirma a pesquisa.
Entre as medidas que o estudo aconselha sejam tomadas imediatamente estão o fim da pesca predatória, especialmente em alto mar, onde, atualmente há pouca regulamentação; mapear e depois reduzir a quantidade de poluentes, como plásticos, fertilizantes agrícolas e detritos humanos; e reduzir de forma acentuada os gases do efeito estufa.
As conclusões do relatório serão apresentadas na sede da ONU, em Nova York, nesta semana, durante um encontro de representantes governamentais sobre reformas na maneira de gerenciar os oceanos.[Fonte: IG]

Estudo detalha elevação do nível do mar


O nível da água nos mares e oceanos de nosso planeta subiu de modo significativo desde o início da industrialização. Foi o que revelou um estudo divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Instituto de Estudos das Consequências da Mudança Climática de Potsdam (PIK), na Alemanha, baseado na análise de sedimentos fósseis no litoral atlântico da América do Norte. O estudo é o mais detalhado sobre as mudanças no nível do mar ao longo dos últimos 2.200 anos.
Uma equipe internacional de especialistas liderada pelo professor alemão Stefan Rahmstorf ampliou em mais de dois milênios as análises sobre a relação entre a temperatura do ar e o nível das águas dos oceanos, que até agora só tinham sido analisadas em relação aos últimos 130 anos.

Foto: Getty Images
Novo estudo certifica que o nível das águas aumenta quanto mais quente é o clima global
O novo estudo certifica que o nível das águas aumenta quanto mais altta é a temperatura global e que a o clima do planeta aqueceu de forma mais acelerada com o início da industrialização no final do século XIX.
"O homem aquece cada vez mais o clima com as emissões de gases, o que faz o gelo derreter com maior rapidez e acelera a alta do nível da água do mar", advertiu Rahmstorf em uma nota emitida pelo PIK.
Os dados obtidos revelam que a Terra atravessou quatro fases nos últimos 2,2 mil anos, com uma primeira fase entre o ano 200 antes de nossa era e o ano 1000, no qual o nível das águas do mar se manteve estável.
Nos 400 anos seguintes e devido a um período climático quente durante a Idade Média, o nível das águas marinhas subiu cerca de 20 centímetros, em uma média de 5 centímetros por século.
Depois houve outra fase de estabilidade, que acabou no final do século XIX com o início da industrialização, o que conduziu a uma alta do nível do mar de 20 centímetros nos últimos 130 anos.
"Isto demonstra que a alta do nível das águas do mar é muito maior que a registrada nos 2 mil anos anteriores", destaca a nota do PIK.
A equipe de cientistas baseia seu estudo na análise dos restos fossilizados de seres unicelulares recolhidos mediante perfurações em salinas naturais do litoral atlântico americano.
Devido ao fato de esses seres unicelulares viverem sempre a uma determinada altura dependente das marés, a quantidade e o tipo dos sedimentos fossilizados recolhidos permitiu estabelecer o nível de água em um período superior a dois milênios.[Fonte: IG]


Nível do mar está subindo rapidamente no litoral norte de SP


AE
Praia de Indaiá, em Caraguatatuba: avanço do nível do mar coloca construções em risco

Sobe cada vez mais rápido o nível do mar no litoral norte de São Paulo, aponta pesquisa coordenada pelo professor do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da Universidade de São Paulo (USP), Paolo Alfredini. Com base nos registros feitos de 1944 a 2007 pela Companhia Docas do Estado de São Paulo, em Santos, Alfredini constatou uma elevação do mar de 74 centímetros por século. Também foi analisada a documentação de outras instituições em Ubatuba, São Sebastião e Caraguatatuba.

Nas últimas décadas, no entanto, o avanço das águas marítimas foi mais rápido. “Nos últimos 20 anos, analisando esses dados, a gente nota que tem havido uma aceleração. Isso aparentemente está ligado ao fato que as temperaturas têm aumentado mais nesse período”, ressaltou o professor. Com isso, a estimativa de Alfredini é que neste século o nível do mar suba cerca de 1 metro.
Um aumento desse nível significa, segundo Alfredini, a perda de 100 metros de praia em áreas com declividades suaves. Essa aproximação das águas pode colocar em risco construções à beira mar. “A quebra da onda vai ficar muito mais próxima das avenidas, onde existem ocupações urbanas. Vai começar a solapar e erodir muros”, disse. “Tubulações que passem perto da praia, como emissários de esgoto, interceptores de águas pluviais, podem vir a ser descalçados e eventualmente até romper”, completou.
Outro fator que ameaça as construções costeiras, verificado no estudo, é o aumento da altura das ondas nas ressacas e tempestades marítimas, além do aumento da frequência desses fenômenos. “Havendo um recrudescimento das ondas, isso também vai provocar mais erosões [nas praias]”, alertou o pesquisador.
A elevação do nível do mar poderá ainda, segundo Alfredini, causar problemas para o abastecimento de água em algumas cidades. Segundo ele, esse processo tende a causar um aumento no volume de água que se infiltra nos rios. “ Portanto, as tomadas de água para abastecimento público e industrial poderão começar a receber água com maior teor de salinidade. E isso pode começar a complicar ou inviabilizar o tratamento da água”.
Para amenizar esses problemas, o pesquisador aponta a necessidade de preparação das cidades afetadas, com a construção, por exemplo, de obras de defesa costeira. “Tem que ter nesses governos municipais, principalmente, que estão em áreas de extremo risco, consciência de que isso é uma realidade”.[Fonte: IG]

Aumento do nível do mar ameaça o litoral do Atlântico nos Estados Unidos



O nível do mar em uma faixa costeira atlântica nos Estados Unidos, incluindo as cidades de Nova York e Boston, aumenta até quatro vezes mais rapidamente do que a média mundial, segundo um estudo pubicado pela revista Nature Climate Change.
Este fenômeno, vinculado à mudança climática, aumenta o risco de inundações de uma das zonas costeiras mais densamente povoadas e ameaça a biodiversidade das zonas úmidas, segundo o estudo do centro americano de vigilância geológica USGS.


Estas conclusões aparecem quando especialistas do Conselho Nacional de Pesquisa americano afirmaram na sexta-feira que a elevação do nível do mar devido ao aquecimento climático pode ser duas ou três vezes mais importante que o previsto durante este século.

Desde 1990, ao longo de uma faixa de mil quilômetros da extensão da faixa atlântica dos Estados Unidos examinada pela Nature Climate Change, o nível do mar aumentou de 2 a 3,7 milímetros por ano. Em nível mundial, o aumento é entre 0,6 e 1 milímetro.
Se o aquecimento continuar, o nível do mar nesta parte da costa atlântica poderá aumentar, até 2100, 30 cm, mais que o aumento de 1 m em média em nível mundial calculado pelas projeções científicas.
Em outro estudo publicado pela Nature Climate Change, investigadores europeus vão mais além de 2100: segundo seus cálculos, uma alta das temperaturas de dois graus provocará uma alta de 2,7 m em 2300 em relação ao nível do mar. Limitar o aquecimento a +1,5 graus limitariam esta elevação do nível dos oceanos a 1,5 metros.
O objetivo atual da comunidade internacional é limitar o aquecimento a menos de dois graus em relação à época pré-industrial.[Fonte: IG]

'Sopa de plástico' no Pacífico aumenta 100 vezes


O enorme redemoinho de lixo plástico flutuante do norte do Pacífico aumentou cem vezes nos últimos 40 anos, revelou um artigo que será publicado nesta quarta-feira. Cientistas alertam que a 'sopa' de microplástico - partículas menores a que cinco milímetros - ameaçam alterar o ecossistema marinho.

No período entre 1972 e 1987, nenhum microplástico foi encontrado em amostras coletadas para testes, destacou o artigo publicado no periódico Biology Letters, da Royal Society. Mas atualmente, os cientistas estimam que a massa de lixo conhecida como Giro Subtropical do Norte do Pacífico (NPSG, na sigla em inglês) ou Grande Mancha de Lixo do Pacífico, ocupe uma área correspondente, grosso modo, ao território do Texas.



"A abundância de pequenas partículas plásticas produzidas pelo homem no Giro Subtropical do Norte do Pacífico aumentou cem vezes nas últimas quatro décadas", destacou um comunicado sobre as descobertas feitas por cientistas da Universidade da Califórnia.



Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), 13 mil partículas de lixo plástico são encontradas em cada quilômetro quadrado do mar, mas o problema é maior no Norte do Pacífico. As partículas plásticas estão sendo aspiradas pelas criaturas do mar e pelas aves e a mistura é rica em produtos químicos tóxicos.



O estudo diz que o NPSG fornece um novo hábitat para insetos oceânicos, denominados "gerrídeos", que se alimentam de plâncton e ovos de peixes e, por sua vez, viram comida de aves marinhas, tartarugas e peixes.

Os insetos, que passam toda a vida no mar, precisam de uma superfície dura onde depositar seus ovos, antes limitada a itens relativamente raros, como madeira flutuante, pedras-pome e conchas marinhas.Se a densidade do microplástico continuar a crescer, o número de insetos aumentará também, alertaram os cientistas, "potencialmente às c

ustas de presas como o zooplâncton e os ovos de peixes".

Leia mais sobre as chamadas "sopas de plástico" nos oceanos:







Nível do mar continuará subindo pelos próximos 500 anos

A elevação do nível dos oceanos nos próximos séculos é talvez uma das mais catastróficas consequências do aumento das temperaturas. Custos econômicos massivos, consequências sociais e migrações forçadas podem são apenas alguns resultados do aquecimento global.
Pesquisadores do Instituto Niels Bohr e da Universidade de Copenhage calcularam as perspectivas de longo prazo da elevação do nível dos oceanos relacionado à emissão de gases poluentes. Os resultados, publicados na revista cientifica Global and Planetary Change, revelaram que os níveis dos oceanos devem continuar subindo por pelos menos 500 anos.
"Nós não estamos olhando para o que está acontecendo com o clima, mas nos focamos exclusivamente nos níveis dos oceanos", explicou Aslak Grinsted, pesquisador do Center for Ice and Climate (Centro para Gelo e Clima, na tradução para o português) e da Universidade de Copenhage.
Previsões
O grupo de pesquisadores realizou cálculos para quatro futuros cenários. O quadro pessimista, que parte do pressuposto de que as emissões de gases estufa continuem a subir, mostra que os níveis do mar vão aumentar 1,1 me até 2100 e 5,5 me até 2500.
Mas mesmo no cenário mais otimista, que depende de severas mudanças climáticas e esforços econômicos e sociais na redução do impacto ambiental, os níveis do mar continuariam a subir. Até 2100 a elevação corresponderia a cerca de 75 cm e a 2 metros até 2500, de acordo com as previsões.[Fonte: Terra]

Sopa de lixo 'maior que os EUA' bóia no Pacífico, diz jornal

Uma imensa área no norte do Oceano Pacífico estaria tomada por uma “sopa de lixo” gigante com tamanho que pode ser duas vezes o do território dos Estados Unidos, afirma uma reportagem publicada pelo jornal britânico The Independent.


Segundo a matéria, o imenso depósito de lixo flutuante se estenderia de uma área cerca de 500 milhas náuticas distante da costa da Califórnia, no oeste dos EUA, passaria pelas águas do Havaí, e chegaria quase até o Japão.
De acordo com o jornal britânico, a mancha foi descoberta por acaso pelo oceanógrafo americano Charles Moore, que em 1997, durante uma competição de barco à vela optou por um trajeto diferente para cortar o caminho entre Los Angeles e o Havaí.
A área, conhecida como “giro pacífico norte” é um local onde oceano circula lentamente devido aos poucos ventos e aos sistemas de pressão extremamente altos que estariam "segurando o lixo".
Caiaques e sacolas de plástico
O Independent cita uma entrevista de Moore, em que o oceanógrafo relatou ter ficado “surpreso com a quantidade de lixo com a qual se deparava dia após dia durante a viagem”.
“Toda vez que eu ia ao deck via lixo boiando. Como nós conseguimos sujar uma área tão enorme?”, indaga Moore.
Ele acredita que 100 milhões de toneladas de lixo estejam flutuando na região. Um quinto dos dejetos – que incluem itens como bolas de futebol, caiaques, bolsas de plásticos e destroços de naufrágios – seria jogado de plataformas de petróleo e embarcações que passam pelo local. O resto viria do continente.
O jornal conta que pouco depois de se deparar com a mancha pela primeira vez, Moore, que é “herdeiro de uma família que fez fortuna com a indústria do petróleo", vendeu seu negócio e se tornou um ativista ambiental, criando a Fundação de Pesquisa Marítima Algalita, baseada nos EUA.
Em entrevista ao Independent, o diretor de pesquisa da ONG, Marcus Eriksen, descreveu a aparência da mancha de lixo.
“A idéia que as pessoas tinham era que se tratava de uma ilha de lixo plástico sobre a qual se poderia andar. Mas não é bem assim. É quase uma sopa de plastico, uma coisa sem fim que ocupa uma área que pode ser até duas vezes o tamanho dos Estados Unidos”, disse ele ao jornal britânico. (Fonte: BBCBrasil)