Os efeitos de nosso falido modelo econômico...

Antártica derrete mais rápido que imaginado, diz estudo

A Antártica está derretendo a um ritmo mais rápido que se imaginava. O alerta é de um estudo realizado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), em colaboração com mais de mil especialistas sobre as regiões polares do planeta. A consequência será a elevação sem precedentes dos oceanos a níveis nem mesmo previstos pelo Painel Internacional sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Mais de 200 milhões de pessoas que vivem em regiões costeiras poderão sofrer. Outro foco de preocupação é a de perda de gelo na Groenlândia e o derretimento das águas do Ártico.

O relatório, preparado no âmbito das comemorações do Ano Polar, concluiu que tanto o Polo Sul como o Norte estão sofrendo uma "acelerada e generalizada" perda de gelo. A parte ocidental da Antártica também sofreria com o aquecimento. Informações obtidas até recentemente apontavam que essa região estaria de certa forma isenta a mudanças climáticas. Cientistas estimavam que o gelo sobre o território da Antártica e Groenlândia não estavam sofrendo da mesma forma que o gelo na águas polares. Mas as constatações agora são de que esses blocos também estão sendo perdidos.

Para os cientistas, o resultado pode ser uma deterioração ainda maior do aquecimento global, já que o derretimento desse gelo polar pode liberar gases que estavam presos e intensificar os problemas climático. Colin Summerhayes, diretor executivo do Comitê Científico de Pesquisas sobre a Antártica, admitiu que não esperava que a conclusão fosse tão sombria. "O que vemos é que não é apenas a parcela de terra que chega até o sul da América do Sul que está sendo afetada", disse. O estudo foi realizado durante dois anos e envolveu mais de mil cientistas de 60 países. (Fonte: Yahoo Notícias)

Enchentes em Santa Catarina...

Participe e ajude no que puder, mas não deixe de ser solidário e de praticar a solidariedade. Doe alguma coisa ou parte do seu tempo em favor daqueles que foram atingidos por essa tragédia ambiental. Se cada um de nós fizer alguma coisa, doar algum alimento, uma roupa, um móvel ou algum dinheiro, poderemos formar uma grande corrente do bem e fazer a diferença na vida daqueles que pederam tudo ou quase tudo.


O Bradesco e o Banco do Brasil disponibilizaram contas para que os interessados em fazer doações para as vítimas da tragédia provocada pelas chuvas em Santa Catarina (SC) possam fazer seus depósitos.

Seguem abaixo os detalhes das contas:

Bradesco
Agência: 348-4
Conta: 160.000-1

Observação: Os depósitos de ajuda devem ser realizados nominalmente para Fundo Estadual de Defesa Civil, CNPJ 04426883/0001-57.

Banco do Brasil
Agência: 3582-3
Conta: 80.000-7

Observação: Os recursos recebidos serão repassados para a Secretaria de Defesa Civil do Estado de Santa Catarina.

No Dia da Terra, ambientalistas lançam advertência sobre efeitos do etanol

O uso de plantas comestíveis para a produção de combustível "causa danos ambientais e contribui para uma crescente crise global dos alimentos", advertiram hoje, no Dia da Terra, dois ambientalistas em artigo publicado no jornal americano "The Washington Post".
Lester Brown, fundador e presidente do Instituto de Política da Terra, e Jonathan Lewis, especialista em clima e advogado da Clean Air Task Force (Força Tarefa Ar Limpo, em inglês) fizeram referência, no artigo, à "promessa fracassada do etanol".
"Pedimos ao Congresso que reconsidere os mandados de leis recentes que requerem o desvio de alimentos comestíveis para a produção de biocombustíveis", destacou o artigo. "Estes mandados tiveram a intenção de levar os Estados Unidos à independência energética e de diminuir a mudança climática global".
A administração do presidente americano, George W. Bush, apóia a legislação que estabelece metas para o uso crescente de combustíveis obtidos de cultivos como o milho, e empreendeu projetos com o Brasil e outros países para uma incorporação crescente de biocombustíveis.
Brown e Lewis lembraram que "a esperança do uso de alimentos comestíveis para o combustível de nossos veículos prometia uma estabilidade de preços para nossos fazendeiros, mais segurança nacional e a proteção do meio ambiente pelo uso de combustível mais limpo" do que os derivados de hidrocarbonetos.
"Porém, agora fica muito claro que os mandados de uso de cultivos para combustíveis conduzem a um crescente dano ambiental", acrescentaram. "O processo de produção cria vários subprodutos tóxicos e este uso dos cultivos aumentou os preços dos produtos agrícolas".
Por outro lado, "os mandados não reduzem nossa dependência do petróleo importado", afirmam os analistas. "No ano passado, os EUA queimaram quase um quarto de seu estoque anual de milho como combustível, e isto trouxe uma redução de apenas 1% no consumo de petróleo no país".

Amazônia pode 'morrer' em 50 anos, diz estudo


A floresta amazônica poderia “morrer” em 50 anos por causa de mudanças climáticas provocadas pelo homem, sugere um estudo internacional publicado na revista especializada Proceedings of the National Academy of Sciences.
Segundo o estudo, muitos dos sistemas climáticos do mundo poderão passar por uma série de mudanças repentinas neste século, por causa de ações provocadas pela atividade humana.
Os pesquisadores argumentam que a sociedade não se deve deixar enganar por uma falsa sensação de segurança dada pela idéia de que as mudanças climáticas serão um processo lento e gradual.
“Nossas conclusões sugerem que uma variedade de elementos prestes a ‘virar’ poderiam chegar ao seu ponto crítico ainda neste século, por causa das mudanças climáticas induzidas pelo homem”, disse o professor Tim Lenton, da Universidade de East Anglia, na Inglaterra, que liderou o estudo de mais de 50 cientistas.
Segundo os cientistas, alterações mínimas de temperatura já seriam suficientes para levar a mudanças dramáticas e até causar o colapso repentino de um sistema ecológico.
O estudo diz que os sistemas mais ameaçados seriam a camada de gelo do mar Ártico e da Groelândia, em um ranking preparado pelos cientistas, que inclui os nove sistemas mais ameaçados pelo aquecimento global.
A floresta amazônica ocupa a oitava e penúltima colocação no ranking.


Chuva
Segundo o estudo, boa parte da chuva que cai sobre a bacia amazônica é reciclada e, portanto, simulações de desmatamento na região sugerem uma diminuição de 20% a 30% das chuvas, o aumento da estação seca e também o aumento das temperaturas durante o verão.
Combinados, esses elementos tornariam mais difícil o restabelecimento da floresta.
A morte gradual das árvores da floresta amazônica já foi prevista caso as temperaturas subam entre 3ºC e 4ºC, por conta das secas que este aumento causaria.
A frequência de queimadas e a fragmentação da floresta, causada por atividade humana, também poderiam contribuir para este desequilíbrio.
Segundo o estudo, só as mudanças na exploração da terra já poderiam, potencialmente, levar a floresta amzônica a um ponto crítico.
A maioria dos cientistas que estudam mudanças climáticas acredita que o aquecimento global provocado pelas atividades humanas já começou a afetar alguns aspectos de nosso clima. (Fonte: BBCBrasil)

Parte de plataforma de gelo se desintegra na Antártida

Uma parte da plataforma de gelo Wilkins, localizada na Península Antártida, entrou em colapso ontem, num processo de desintegração que especialistas afirmam ser provocado pelo aquecimento global. A região mais atingida tem 13.680 quilômetros quadrados, mas toda a área afetada chega a 414 mil km2. Ela existia há centenas, talvez milhares, de anos.
A plataforma, um grande lençol gelado que flutua no oceano, localiza-se na Antártida Ocidental. Essa é a região do planeta onde foi registrado o maior incremento de temperatura nos últimos 50 anos - cerca de 0,5°C por década.
A desintegração se intensificou a partir de 28 de fevereiro, quando um iceberg de 41 km por 2,5 km se desprendeu. Ontem, o restante da área se desmanchou em horas, formando uma série de icebergs menores. Todo o evento foi acompanhado de perto por cientistas, por meio de câmeras instaladas em satélites e em aviões.
"Esse é um evento que não vemos com freqüência", diz Ted Scambos, do Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo dos Estados Unidos. "As rachaduras se encheram de água e quebraram." O mesmo processo atingiu outra plataforma, a Larsen B, em 2002, que tinha 3.250 km2: o gelo derretido se acumulou sobre ela, formando rios caudalosos que penetravam o bloco, até o completo colapso. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Sopa de lixo 'maior que os EUA' bóia no Pacífico, diz jornal

Uma imensa área no norte do Oceano Pacífico estaria tomada por uma “sopa de lixo” gigante com tamanho que pode ser duas vezes o do território dos Estados Unidos, afirma uma reportagem publicada pelo jornal britânico The Independent.


Segundo a matéria, o imenso depósito de lixo flutuante se estenderia de uma área cerca de 500 milhas náuticas distante da costa da Califórnia, no oeste dos EUA, passaria pelas águas do Havaí, e chegaria quase até o Japão.
De acordo com o jornal britânico, a mancha foi descoberta por acaso pelo oceanógrafo americano Charles Moore, que em 1997, durante uma competição de barco à vela optou por um trajeto diferente para cortar o caminho entre Los Angeles e o Havaí.
A área, conhecida como “giro pacífico norte” é um local onde oceano circula lentamente devido aos poucos ventos e aos sistemas de pressão extremamente altos que estariam "segurando o lixo".
Caiaques e sacolas de plástico
O Independent cita uma entrevista de Moore, em que o oceanógrafo relatou ter ficado “surpreso com a quantidade de lixo com a qual se deparava dia após dia durante a viagem”.
“Toda vez que eu ia ao deck via lixo boiando. Como nós conseguimos sujar uma área tão enorme?”, indaga Moore.
Ele acredita que 100 milhões de toneladas de lixo estejam flutuando na região. Um quinto dos dejetos – que incluem itens como bolas de futebol, caiaques, bolsas de plásticos e destroços de naufrágios – seria jogado de plataformas de petróleo e embarcações que passam pelo local. O resto viria do continente.
O jornal conta que pouco depois de se deparar com a mancha pela primeira vez, Moore, que é “herdeiro de uma família que fez fortuna com a indústria do petróleo", vendeu seu negócio e se tornou um ativista ambiental, criando a Fundação de Pesquisa Marítima Algalita, baseada nos EUA.
Em entrevista ao Independent, o diretor de pesquisa da ONG, Marcus Eriksen, descreveu a aparência da mancha de lixo.
“A idéia que as pessoas tinham era que se tratava de uma ilha de lixo plástico sobre a qual se poderia andar. Mas não é bem assim. É quase uma sopa de plastico, uma coisa sem fim que ocupa uma área que pode ser até duas vezes o tamanho dos Estados Unidos”, disse ele ao jornal britânico. (Fonte: BBCBrasil)

Aumento do nível do mar pode ser o dobro do previsto, diz estudo

Uma nova pesquisa internacional alerta que o nível dos oceanos pode subir duas vezes mais do que o previsto pelos cientistas do Painel Intergovernamental para Mudança Climática (IPCC).


O IPCC indica que haverá, no máximo, um aumento no nível do mar de 81 centímetros neste século.


Mas a pesquisa do Centro Nacional de Oceanografia da Grã-Bretanha junto com centros de pesquisas em Tübingen – na Alemanha –, Cambridge e Nova York, publicada na revista Nature Geoscience, afirma que o número verdadeiro pode chegar a mais do que o dobro do proposto pelo IPCC, ou 163 centímetros.
Os cientistas analisaram o que aconteceu na Terra há mais de 100 mil anos, a última vez que o planeta esteve tão quente como atualmente.
A taxa de aumento do nível dos mares é uma das incertezas nas projeções de cientistas para o futuro do planeta com o aquecimento global.
Este novo resultado seria a primeira documentação mais sólida a respeito das taxas nas quais o nível do mar subiu tanto naquela época.
"Vários pesquisadores já apresentaram teorias mostrando que as taxas de aumento do nível do mar projetadas por modelos em avaliações recentes do IPCC são baixas demais", disse Eelco Rohling, do Centro Nacional de Oceanografia da Grã-Bretanha, em Southampton.
"Isto acontece porque a estimativa do IPCC tem como preocupação principal a expansão térmica e o derretimento do gelo de superfície, sem determinar o impacto dos processos dinâmicos das camadas de gelo."

Derretimento
No último estudo, os pesquisadores conseguiram fazer as estimativas ao analisarem o período interglacial – entre 124 e 119 mil anos atrás – quando o clima da Terra era mais quente do que atualmente, devido a uma configuração diferente da órbita do planeta em volta do Sol.
Os pesquisadores descobriram que a média de aumento do nível do mar foi de 1,6 metro a cada século deste período.
Este também foi o período mais recente no qual os níveis dos mares e oceanos ficaram cerca de seis metros acima dos níveis atuais, devido ao derretimento das camadas de gelo da Groenlândia e Antártida.
Neste período a Groenlândia tinha temperaturas entre 3ºC e 5ºC mais quentes do que atualmente, o que é parecido ao período de aquecimento nos próximos 50 a cem anos, segundo Rohling.
"A média da taxa de aumento (do nível do mar) de 1,6 metro por século que descobrimos é cerca de duas vezes maior do que a estimativa máxima do relatório do IPCC, então oferece a primeira avaliação potencial da dinâmica das camadas de gelo, que não foi incluída entre os valores (avaliados) pelo IPCC", explicou Rohling. (Fonte: BBCBrasil)

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Aquecimento global - Gelo no Ártico pode sumir em 35 anos, dizem cientistas.

Estudo aponta alargamento de zona tropical

Mudanças climáticas estão fazendo com que os trópicos se ampliem, com possíveis conseqüências para o estoque mundial de alimentos, sugeriram pesquisadores americanos.


Os cientistas examinaram cinco pontos diferentes da largura da zona tropical e descobriram que ela aumentou entre 2 e 4,8 graus de latitude desde 1979.
Outros pesquisadores, por sua vez, disseram que as mudanças climáticas podem levar ao aumento do número de tempestades nos Estados Unidos.
As descobertas surgem em um momento em que começou, em Bali, a conferência das Nações Unidas (ONU) sobre o clima, que se concentrará em novas metas na redução das emissões de gases do efeito estufa.
A capacidade dos países mais pobres - vários deles nos trópicos - de responder e se adaptar ao impacto de mudanças climáticas será um outro grande tema das conversações.
Zona mais ampla
As cientistas americanos, da National Oceanic and Atmospheric Administration de Maryland, do National Centre for Atmospheric Research de Colorado e de universidades dos Estados de Washington e Utah, que fizeram a nova análise da expansão dos trópicos, usaram cinco tipos de dados recolhidos por satélite.
Os geógrafos definem a localização dos trópicos de maneira rigorosa, como a região entre o Trópico de Câncer, a 23,5 graus de latitude ao norte da Linha do Equador, e Trópico de Capricórnio, a 23,5 graus de latitude ao sul, mas para cientistas que analisam a atmosfera é uma zona de fronteiras mais variáveis marcada por características como precipitação, temperatura, direção dos ventos e camada de ozônio.
De acordo com estes dados, os trópicos sofreram uma expansão desde o início da observação por satélite, em 1979.
Em artigo na revista Nature Geoscience, os pesquisadores disseram que a mudança das fronteiras da zona tropical, que encostam nas zonas subtropicais secas, pode levar a mudanças fundamentais no ecossistema e nas concentrações humanas.
"Mudanças nos padrões de precipitação terão implicações óbvias para os recursos agrícolas e hídricos, e podem trazer escassez acentuada para nas áreas marginais."
O Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC) advertiu em sua série de relatórios neste ano que há sério impacto no fornecimento de água e alimentos à frente: de 75 milhões a 250 milhões de pessoas na África podem sofrer falta de água até 2020, as colheitas podem aumentar em até 20% no leste e sul da região do Sudeste Asiático, mas diminuir em até 30% na Ásia Central e Sul.
A agricultura que depende das chuvas pode ser reduzida em 50% em alguns países africanos até 2020.
Os cientistas responsáveis pelo novo estudo destacam que a zona tropical parece estar se expandindo muito mais rápido do que o previsto por modelos de computador.
Tempestades
Se nos países em desenvolvimento a preocupação com as mudanças climáticas se concentra no impacto sobre a agricultura, em países ricos como os Estados Unidos a maior preocupação para países pode ser o dano causado por condições climáticas extremas.
O IPCC prevê furacões mais fortes no futuro, mas possivelmente em menor número. Uma outra equipe americana sugere agora que haverá um aumento nas tempestades sobre o país.
Em Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), os pesquisadores descrevem um estudo por modelos de computador que prevê que a freqüência da ocorrência de condições climáticas para a formação de tempestades fortes pode dobrar.
Extremos de clima estão custando à economia americana mais de US$ 2 bilhões por ano, dizem os pesquisadores.

Oceano Ártico poderá ter verão sem gelo em 2013, diz estudo

Um estudo realizado nos Estados Unidos e na Polônia aponta que o Oceano Ártico poderá passar o verão totalmente sem gelo dentro de apenas cinco ou seis anos.

Em uma apresentação no encontro da União Americana de Geofísica, em San Francisco, a equipe de cientistas da Nasa e da Academia Polonesa de Ciências disse que projeções anteriores subestimaram o processo que está causando o derretimento do gelo no Ártico.
A equipe de pesquisadores se concentrou em medidas da camada de gelo observadas entre 1979 e 2004, mas a extensão mínima de gelo foi registrada no verão deste ano.
"Com isso, podemos até dizer que nossa projeção para 2013 já é tímida", disse Wieslaw Maslowski, chefe do grupo de cientistas.
Segundo o estudioso, a diferença entre outros estudos e o seu está na resolução dos modelos criados para simular as situações no futuro.
"Nós usamos um modelo de alta resolução, com dados atmosféricos realísticos", disse Maslowski. "Com isso, conseguimos uma imagem muito mais realista, com a influência de forças acima da atmosfera e abaixo do oceano."

Avanço:
O grupo do professor Maslowski, que inclui cientistas da Nasa e do Instituto de Oceanologia e da Academia Polonesa de Ciências, é conhecido por produzir dados e modelos mais avançados em relação a outros grupos de estudo.
Os outros grupos de pesquisadores produziram informações para um verão com o Oceano Ártico aberto em um período que varia entre 2040 e 2100.
Para Maslowski, estes modelos subestimaram alguns processos importantes envolvidos no derretimento das geleiras.
O pesquisador afirma que os modelos precisam incorporar representações mais realistas da forma como a água quente está se movendo pela bacia ártica, vinda dos oceanos Atlântico e Pacífico.
"O que alego é que os modelos climáticos globais subestimam a quantidade de calor transportada para o oceano de gelo", afirmou.
O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), da ONU, usa a média de uma série de modelos para calcular a perda de gelo na região.
Mas, nos últimos anos, aparentemente a taxa real de derretimento das geleiras no verão está ficando à frente dos modelos.
Em setembro deste ano, a camada de gelo sofreu uma retração recorde e ficou com 4,13 milhões de quilômetros quadrados.
A marca anterior havia sido registrada em 2005, quando a extensão de gelo foi de 5,32 milhões de quilômetros quadrados.

Mar aberto:
O Centro Nacional de Informações sobre Neve e Gelo dos Estados Unidos (NSIDC) coleta informações a respeito da extensão do gelo no Oceano Ártico e faz boletins regulares sobre o assunto.
O cientista do centro, Mark Serreze, foi um dos palestrantes do encontro da União Americana de Geofísica, em San Francisco, e discutiu a possibilidade de um mar aberto, sem geleiras, no Oceano Ártico, durante os meses do verão.
"Há alguns anos, eu pensava (nesta possibilidade) para 2050, 2070, até além do ano 2100, pois isto era o que nossos modelos nos mostravam", afirma Serreze.
"Mas, como vimos, os modelos não são rápidos o bastante no presente", acrescentou. "Estamos perdendo gelo a uma velocidade maior."
"Minha opinião é que 2030 não é um ano cedo demais. Mas Maslowski é da opinião de que poderá acontecer em 2013. Veremos como será o resultado", concluiu o cientista. (Fonte: BBCBrasil)
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